Pretendo, despretensiosamente, divulgar aqui ideias, pensamentos, acontecimentos, imagens, músicas, vídeos e tudo aquilo que considere interessante, sem ferir susceptibilidades.

Falando de tudo e de nada... correndo o risco de falar demais para nada!


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Aprender até morrer...

Este é um provérbio muito antigo que ouvimos, vezes sem conta, ao longo da nossa vida.
Em princípio concordo. Acho até que aprendemos algo de novo todos os dias. O problema é que nem sempre fazemos muito uso daquilo que aprendemos... o que, por vezes, dá em nada.
Por exemplo: com a idade aprende-se (ou devia aprender-se) a viver com desapego e desinteresse pelas coisas que não são essenciais para a vida. Isso sim, é que seria bom! Mas, como todos sabemos, nem sempre é assim.
É fundamental que cada um de nós aprenda a viver bem, dentro da sua maneira de ser, para atingir a felicidade. O meu pai dizia muitas vezes: “cada um vive bem à sua maneira”. Na altura em que ele o dizia eu nem sempre entendi o que ele queria dizer com isso. Parecia uma frase feita e sem sentido. Hoje em dia já não é bem assim, já compreendo melhor mas… à minha maneira. Compreendo, por exemplo, que se soubermos viver, aproveitando cada emoção, cada sorriso, cada beleza da natureza, cada sentimento, cada afecto, caminhando devagar, sem exigir demais da vida, ela decorrerá com naturalidade e quando a morte chegar estaremos também naturalmente preparados para a receber com serenidade. O pior é que corremos tanto que nem damos pelo tempo que passa e quando damos conta, a morte apanha-nos de surpresa. Eu não penso na morte e não tenho medo de morrer; tenho, sim, muito medo que ela chegue com sofrimento e que cause muita dor aqueles que eu sei que gostam de mim. 
A vida tem sido para mim muito, muito boa. Mas comprovo todos os dias que as pessoas em geral vivem cheias de pressa, numa correria desenfreada e num constante atropelo às coisas mais simples, sem espaço para sorrisos, para palavras simpáticas ou para simples gestos de cortesia. Talvez por isso cheguei a esta fase a dar cada vez mais valor a um simples sorriso e a gostar cada vez mais das coisas simples da vida. 

Por tudo isto lembrei-me de uma história bonita que alguém me contou há muito, muito tempo. É, mais ou menos, assim:
“Em tempos, existiu uma tecedeira pobre cujo único meio de sustento era um tear velho que adquiriu e nele trabalhava. Era uma pessoa simples, com uma vida dura mas, no entanto, feliz. Trabalhou muito e com o empenho a sua vida melhorou bastante. Mas não chegava. Continuou a trabalhar sempre mais e foi enriquecendo. Rodeada de bens, sucesso e luxo, um dia, a tecedeira, acordou e sentiu que não tinha nada. Faltava-lhe a alegria de outros tempos. Já não tinha tempo para olhar o pôr-do-sol ou mesmo para apreciar e usufruir de tudo o que tinha. Restava-lhe apenas tempo para trabalhar!
Desesperada, encontrou um palhaço na rua e, entre lágrimas, contou-lhe a sua vida. O palhaço, também ele pobre, dedicava o seu tempo livre a animar crianças de bairros desfavorecidos. Era um homem sereno e feliz. 
Depois de ouvir, com paciência, explicou à tecedeira que a sua vida era como o tecido que ela ia criando no tear, comparando-os. De seguida, perguntou-lhe o que fazia quando cometia um erro ou se enganava ao tecer?
Ela respondeu que desfazia o tecido até ao ponto em que estava bem para voltar a tecer. 
Pois era isso mesmo que ela devia fazer com a sua própria vida, disse-lhe ele." 

O que se passou a seguir, ninguém sabe ao certo. Mas ainda hoje as crianças cantam uma canção sobre uma tecedeira feliz  :-)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Hoje tive um sonho...

Sonhei que estava nu, descalço e num quarto desconhecido. Ao dar-me conta da minha nudez tive um arrepio que me percorreu de alto a baixo e por todo o corpo.
Olhei à minha volta à procura da roupa. Estava amontoada numa cadeira ao fundo da cama. Não me recordava de nada, mas também não perdera totalmente a lucidez. A roupa assim amarfanhada era mesmo obra minha. A Amélia diria logo que sim, pois conhecia muito bem o meu modus operandi. A roupa nesse estado demonstrava que fora mesmo eu despir-me e a “arrumá-la” naquele quarto. Mas porque razão não me lembrava? Onde estava? Que quarto era aquele?
E, de súbito, fez-se luz. Aproximei-me da roupa e procurei a carteira. Primeiro num bolso. Depois noutro. Encontrei-a. Abri-a com voracidade. As notas sorriram para mim. Não tinha sido roubado, menos mal. O famoso árbitro não tinha passado por ali, concluí.
Sentei-me na cama. O quarto rodopiou um pouco. A bebida ingerida em excesso na noite anterior continuava comigo, não me tinha deixado. Afinal não sonhei? Estava bêbado? Resolvi esperar sentado na cama daquele quarto desconhecido. Não sabia o que fazer. E o silêncio "ensurdecedor" daquele lugar! Nem a crepitação normal da mobília já antiga, nem sobrados a ranger, nem passos no andar de cima (mas, haveria andar de cima?). Só a cama reclamou quando me sentei nela. Repentinamente, ouço um pingo, límpido, ruidoso, que caiu da torneira para o fundo do bidé.
Que horas seriam?
Mantive-me sentado na beira cama. Perdi a noção do tempo em que estive assim, estático, com os olhos fixos ao papel de parede, que era horrível. Figuras disformes, parecendo diabos a fixarem-me nos olhos com ar ameaçador. Senti-me no inferno. De repente transformaram-se em anjinhos e vieram salvar-me levando-me de volta para o paraíso. Olhei para o céu enquanto pensava, mas… o meu olhar chocou na sujidade húmida do tecto. Na imundície do tecto  conseguia vislumbrar figuras e imagens que me lembravam aqueles velhinhos que nos jardins atiram milho e pedacinhos de pão aos pombos, que debicavam aos saltinhos mas com olhares desconfiados. 
Ao sentir-me um desses velhos senti uma repugnância enorme. Não por eles, mas pela sua condição. Eu sou (ou sinto-me) novo demais para ficar ali naquele estado de abandono. 
Ali... Mas afinal onde era "ali"? E quem morava, ou dormia... "ali"?
Levantei-me. À medida que caminhava, sentia as picadas do lixo da alcafifa na planta dos pés.
Aproximei-me do guarda-fatos e abri-o. O que encontrei era de uma insignificância que me deixou desolado. Roupas de cama, cobertores, almofadas e travesseiros. Sem me dar conta, comecei a ordená-los, do maior para o mais pequeno, por classes. Primeiro as roupas de cama, depois os cobertores e, por fim, almofadas e travesseiros. No fundo do guarda-fatos encontrei uma moeda de 200 escudos (com a cara de Garcia de Orta), um lenço de papel amachucado e uma chiclete de mentol. Comecei a abrir as gavetas da mesinha de cabeceira. Na do fundo, nada… tudo vazio! Na primeira e mais pequena de todas finalmente encontrei tudo aquilo que aí teria colocado no dia anterior: o Jornal “a bola”, uma caixa de chicletes e um bilhete de um jogo de futebol. Sim, do último  Benfica-Porto a  que tinha assistido. Nas costas, e com a minha própria letra podia ler-se um comentário: "perdemos... hoje não foi possível fazer mais... com Pedro Proença a validar o golo do Maicon completamente fora de jogo…". 

De repente, entra no quarto o árbitro da maldição a gritar: “Rua! Fora, já! Este quarto é meu! Não admito que me insultes… eu até sou do Benfica, heterossexual e de esquerda, porra!"

E... acordei!

domingo, 25 de janeiro de 2015

O "Zé" que vai e vem da festa...

O Alexandre, o Jorge, o Rogério, o Mota e eu, 
no velhinho Volvwagen viajava o grupo 5.com,
naquela manhã cinzenta e escura como breu,
demos conta que não se ouvia um único som.

Até que veio a animada conversa,
para o leitão salivámos com cúmplices olhares,
foi uma comezaina sem pressa,
desossando as costelas aos pares.

Fomos tomar café e, como por encanto,
Santa Maria da Feira e suas recordações,
onde comprámos fogaça e nos refizemos do espanto,
jogámos o euromilhões e marcámos as próximas refeições.

 

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Leitão à Paulo Portas...

Ontem, numa reunião gastronómica cuja ordem de trabalhos foi dedicada quase exclusivamente ao leitão, um dos amigos aí reunidos saiu-se com esta pergunta (enquanto se dedicava com fervor e paixão à arte de bem desossar a tenra carne das costelas do dito):
- Vocês ouviram ontem o Paulo Portas?
- Eu já nem posso ouvir esse gajo! Respondeu de pronto o amigo do lado, enquanto
limpava os beiços com um guardanapo
- Ããhh! sim!? E o que é que ele disse? Questionei eu
- Veio insinuar que foi devido a ele, e à sua acção política, que os pensionistas até aqui afectados pela Contribuição Extraordinária de Solidariedade irão deixar de a descontar a partir deste mês de Janeiro de 2015! É preciso ter lata!!!
- Então não foi o Tribunal Constitucional que chumbou esta medida e que obrigou o governo a devolver, já a partir deste mês, aquilo que nos estavam a roubar!? Questionou, indignado o mais velho dos membros do Grupo 5.com(e)
- Claro que foi! Mas… não nos podemos esquecer que vamos ter eleições e, portanto, ele o que quer é tirar proveito próprio daquilo que foi obrigado a fazer – respondeu o quinto elemento por sinal o mais calado e o mais portista de todos os portistas

A “reunião” continuou assim descontraidamente, cada um fazendo a sua reflexão à volta deste tema e de outros da actualidade política e desportiva nacional.

Quando cheguei a casa não pude deixar de continuar a pensar neste assunto.
De facto, a Contribuição extraordinária de solidariedade foi apenas mais uma das medidas a que este Governo deitou mão (por ser mais fácil e acessível) para impor uma economia política da austeridade.
Com o argumento de que esta era a solução única, obrigatória e incontornável o governo do qual Paulo Portas faz parte, foi impondo outras medidas das quais destaco a sobretaxa no IRS e os cortes salariais extraordinariamente ordinários. Entretanto foram tomadas outras a que já lhes perdi a conta e que não foram mais do que confiscos a que nos sujeitaram e foram percorrendo o seu percurso. Uns foram chumbados, outros inexplicavelmente viabilizados pela permeabilidade do Tribunal Constitucional, mas todos eles foram julgados à luz do nosso direito e em sede própria.

Ora, apesar de todos os elementos que compõem o Grupo 5.com(e) começarem já a sentir problemas de ADN (Afastamento da Data de Nascimento), todos ainda se lembram da violência com que o Governo reagiu ao chumbo do Tribunal Constitucional à tentativa de imposição definitiva da Contribuição Extraordinária de Solidariedade.

Daí a nossa reacção espontânea e a nossa indignação contra esta tentativa oportunista de Paulo Portas de querer apropriar-se dos benefícios eleitorais desta medida…   

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O meu emprego de sonho...

Setembro de 1981.
Lia o Jornal de Notícias na sala de estar da casa dos meus sogros na Madalena, Vila Nova de Gaia e ao deparar-me, na página dos anúncios, com uma proposta de emprego que se enquadrava dentro do meu perfil não hesitei e respondi, candidatando-me imediatamente.
De forma um tanto inesperada, e passados poucos dias, fui convocado para uma entrevista que ocorreu nos escritórios de uma casa da Rua da Restauração, no Porto.
Apresentei-me no local à hora marcada de forma perfeitamente descontraída e com o “à vontade” de quem não dá grande importância ao caso. Diante de três altos funcionários da empresa de alimentos para animais do Distrito de Aveiro que tinha colocado o dito anúncio fui submetido a uma bateria de testes de características mais técnicas e a um interrogatório oral em Português e em Francês.

Respondi, mais ou menos, do seguinte modo:
- Sou Bernardino Fonseca, nome que o meu pai me deu, recalcando o do seu próprio pai que se chamava António Bernardino da Fonseca.
- Nasci em 1953. Cresci dividido entre Pinhal do Douro e Vila Flor, dos Concelhos de Carrazeda de Ansiães e Vila Flor, do Distrito de Bragança.
- Ainda hoje, apesar da minha idade, 28 anos, procuro crescer todos os dias quer seja no trabalho, na família ou com os amigos, mas se calhar não o suficiente para chegar aos calcanhares daqueles que mais admiro. Que são muitos.
- Sou apaixonado pela família, por livros, música e imagino-me como escritor desde pequeno e é isso que tenciono fazer um dia. 
- Estudei Em Vila Flor, Mirandela e Coimbra onde tirei o Curso de Engenheiro Técnico Agrário (antigamente chamado de Curso de Regente Agrícola).
- Hoje, como Professor de Ciências da Natureza e Biologia vejo-me numa profissão pouco ou nada relacionada com a minha formação de base e agarrado, em segredo, nos meus tempos livres aos meus sonhos de trabalhar na minha área de formação de base e a de um dia vir a ser um escritor reconhecido.
- Gosto de quem sou, um pouco desinserido mas feliz e luto por mim, pela minha família, sobretudo pela minha filha nascida há poucos dias. Luto e lutarei por isso na totalidade, mental e fisicamente.
- Sou algo aéreo e distraído e não se admirem se um dia ao passar mesmo junto a vocês não vos cumprimente ou se num outro dia qualquer vos cumprimente na rua atirando-vos um sorriso patético. A não ser que tenha ido ao dentista. Nesse caso devo preferir ser antipático do que babar-me pelo canto dormente da boca.
A descontracção e até a forma irónica como respondi (sem me rir) pelos vistos caíram bem aos entrevistadores e, em consequência, fui de novo contactado. Desta vez, para me comunicarem que, se eu quisesse aceitar as condições que me propunham, tinha o lugar à minha disposição e poderia ocupar a vaga a partir do primeiro dia do mês de Outubro.

E essas condições eram para mim, naquela época, verdadeiramente extraordinárias. Triplicava o vencimento que auferia enquanto professor provisório mais as ajudas de custo para refeições e deslocações e combustível para o automóvel da empresa que me seria distribuído no primeiro dia de trabalho.
Pedi uns dias para ponderar.

A conjuntura pessoal e familiar falou mais alto. Tinha regressado a Vila Flor no ano anterior logo depois do casamento e a Amélia tinha deixado a sua terra, a sua família, os seus amigos e a sua escola para me acompanhar. Vivíamos numa casa situada mesmo do outro lado da Avenida onde ficava a Escola onde tinha sido colocado recentemente. A nossa filha tinha acabado de nascer.
Enfim, atendendo a todas estas condicionantes, agradeci a oportunidade e...  disse não!

E pronto. Foi assim que recusei o meu emprego de sonho. 

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Fecho os olhos e volto atrás no tempo…

Acabei de ouvir esta música que me levou no tempo,
"percorri" esta distância e "estacionei" em Monção,
na Praça Deu-la-Deu que ficou para mim um templo,
e permaneceu para sempre no meu coração.

Aí ouvi muitas vezes a Joan Baez
nesse tempo em que tudo me parecia perfeito
aí passei a querer-te e a amar-te de vez 
porque tudo quanto me fazias era bem feito...



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Empire State of Mind, JAY Z e Alicia Keys

E eu estava convencido que não gostava deste género de música!!! 
Mas... o que é bom, é bom! 
Ouvi e gostei desta canção do rapper norte-americano de hip hop, Jay-Z, com participação vocal da cantora Alicia Keys, tirada do seu décimo primeiro álbum de estúdio, The Blueprint 3 (2009).



sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Confusão e revolta...

Uma das coisas que mais me custa é aceitar as coisas de forma passiva e indiferente. Houve períodos em que as circunstâncias pessoais, familiares ou profissionais me obrigaram a ficar no meu canto conformando-me e abdicando de exprimir a minha opinião, numa espécie de “comer e calar”. Foram os meus piores momentos.
Aceitar o que muitos dizem, aceitar o unanimismo, criando a ilusão de falsas pluralidades não dá, nunca deu, com o meu feitio.
Agora já aposentado e com total liberdade de soltar o meu verdadeiro eu, paradoxalmente, perdi o “palco” habitual que era o local de trabalho e as tertúlias habituais que deixaram de o ser... 
Daí a minha necessidade, quase permanente, de utilizar este blogue para descarregar… desopilando. 
De facto, é aqui que escrevo, “discuto” e debato, comigo próprio, as minhas ideias. É aqui que exulto com as coisas boas que me vão acontecendo. Mas é também aqui que me lamento, protesto, contesto e desabafo algumas mágoas.

Hoje, e sem querer ser contraditório com o que exprimi no post anterior no qual fiz uma apologia à vida e, sobretudo, ao modo de viver a rir, não posso deixar de me revoltar com o que aconteceu em Paris. Cidade que me diz muito, como os meus amigos mais próximos e os meus leitores mais assíduos sabem.

Acabei, agora mesmo, de tomar conhecimento que os dois irmãos que atacaram, na Quarta-feira passada, a redação do jornal satírico Charlie Hebdo e provocaram 12 mortos e 11 feridos, foram abatidos pelas forças especiais francesas, na gráfica em Dammartin-en-Goele, onde se tinham refugiado.
Perante este rol de notícias difundidas à velocidade da luz fiquei revoltado e confuso. 

Revoltado, pela forma chocante e horrorosa como se desenrolou este bárbaro assassinato de dois polícias e dez jornalistas de um jornal que eu não conhecia mas que dizem ser muito interventivo e bem-humorado. Foi um atentado à liberdade de expressão e de imprensa. Foi também um atentado à dignidade humana. Este crime inqualificável que nos entrou pela casa dentro deixou-me convencido de que isto não vai ficar por aqui e que se as instituições e os governos de todo o Mundo não se unirem para defender a Liberdade e os valores fundamentais dos cidadãos então poderemos continuar a assistir a episódios semelhantes a estes e ao que aconteceu no dia 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque, quando foram demolidas as torres de World Trade Center.

Confuso, porque eu fiquei com a convicção que neste caso há incongruências difíceis de explicar. Por um lado, os chamados entendidos na matéria, dizem, na televisão, que os terroristas fizeram este atentado de forma estudada, criteriosa e profissional.
Mas eu pergunto: então se foram assim tão profissionais por que carga d´água, levaram para uma operação (em que vão incógnitos e encobertos) o documento de identificação pessoal e o deixaram no carro para que a polícia convenientemente o encontrasse?
Será que quiseram deixar intencionalmente uma pista para serem identificados?
Depois, dizem que há permanentemente uma vigilância apertada e discreta. E se tinha a tal vigilância como é que os terroristas tiveram tempo para tudo?
Será que só os defensores armados de Alá estariam ao corrente desta operação?

Fazendo um pequeno paralelismo com o post anterior. A vida remete-nos frequentemente para a verdadeira grandeza das coisas e ajuda-nos a distinguir entre aquilo que é importante e o acessório. Quando postas em perspectiva, muitas das “guerrinhas” do nosso quotidiano, não passam de suaves altos e baixos comparado com o que se passa a nível global e ficam imediatamente reduzidas à sua dimensão pelo peso destes acontecimentos trágicos e bárbaros que vão acontecendo por esse mundo fora...
  

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

2015. Vamos lá viver e rir, pessoal...

Viver com saúde é uma coisa séria. Ou, melhor dizendo, uma coisa para levar a sério. Que exige cuidados especiais, empenho, saber-fazer, atenção e muita entrega não só a nós próprios mas também às pessoas que nos rodeiam e de quem gostamos.
Sem isso, a vida, a vida com qualidade é porventura uma insignificância artificial, de passar os dias por passar e agredir o corpo e a mente com “lixo” de comer e de pensar.
Viver com saúde, com boa saúde, deve ser diferente disso. Deve ser algo que nunca deve ser negligenciado e um bem ao qual nunca devemos virar as costas.
De facto, a vida é como a água que jorra de uma nascente fresca. Não a devemos sujar e/ou contaminar com práticas físicas ou mentais inadequadas.
Mas se isto é assim, em contraponto, há algo que a vida não precisa e nunca deve ser: demasiado séria. O que quero dizer com demasiado séria? Que sério é este? O sério de perfeito. O sério de demasiado austero e severo. De facto, se levarmos a vida demasiado a sério ao ponto de a encaramos como um desporto de alta competição em que as pessoas se esquecem de se olhar nos olhos, de dizer coisas a brincar e de rir a bandeiras despregadas enquanto vivem, a vida perde a sua graça. Por que razão não podemos salpicar a vida com piadas? Porque terão as pessoas de estar sempre caladas, sérias e centradas no lado mau da vida? Nada tenho contra isto, é verdade. Até acho que nos devemos calar quando for de calar, de nos concentrarmos em silêncio quando assim tiver de ser mas, caramba, também devemos desopilar e dizer, no momento adequado, todas as asneiras e impropérios que sentimos necessidade de dizer. Um bom desabafo no momento certo sabe que nem “ginjas”. Sinto que não é necessário cada um de nós estar sempre sério e sisudo perante a vida. Não sinto que tenhamos de permanentemente evitar uma boa piada. Uma boa anedota ou uma frase engraçada que faça as outras pessoas rir. A vida também é riso. Também é divertimento. A vida saudável também é rirmo-nos e, mesmo, rebentarmo-nos a rir na cara uns dos outros. Qualquer que seja a razão. Porque estamos rotos de cansaço, porque nos aconteceu algo chato e de difícil resolução, porque a descrença pode dar para tudo e desse tudo o riso é o melhor. Viver e rir. Muito. Só assim vale mesmo a pena. 

Bom ano 2015!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A verdadeira "Super Lua"...

A Lua cheia vista e fotografada do jardim do Edifício Vyla Penedo, na primeira hora do dia de hoje - 5 de Janeiro –, apresenta-se maior e mais brilhante do que o habitual.

Este fenómeno “só voltará a repetir-se, nas mesmas condições, dentro de 18 anos” segundo informação do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL).

Ainda segundo este organismo, a lua cheia terá, nesta noite, “um tamanho 14 por cento maior e será 30 por cento mais brilhante do que a lua cheia no apogeu, ponto da órbita da lua mais distante da Terra”.



Como gosto da Lua (e de "andar na Lua"), ela aqui fica neste início do ano 2015.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

21ª S. Silvestre Cidade do Porto...

Participei ontem, pela terceira vez, na S. Silvestre Cidade do Porto, 2014.

Associei-me, mais uma vez, a este evento não para ganhar, como é óbvio, mas sim para me divertir e para ter o privilégio de participar e conviver descontraidamente com pessoas que partilham o mesmo espaço, o mesmo espírito de camaradagem e os mesmos gostos.
A partida foi dada às 18 horas da Avenida dos Aliados, junto à Câmara Municipal do Porto, com o seguinte percurso de 10 Km, que fui apreciando com um enorme prazer (o Porto é lindo!):
Avenida dos Aliados; Praça da Liberdade; Rua de Sá da Bandeira; Rua de Santa Catarina; Praça Marques do Pombal (até aqui sempre a subir); Rua da Constituição; Rua do Monte Pedral; Rua Damião de Góis; Rua de S. Brás; Rua de Camões; Rua João das Regas; Praça da República; Rua da Boavista; Retorno antes da Rotunda da Boavista; Rua da Boavista; Rua de Ricardo Severo; Largo da Paz; Praça D. Pedro Nunes; Largo do Priorado; Rua de Aníbal Cunha; Rua da Boa Hora;- Rua da Maternidade; Rua Adolfo Casais Monteiro; Rua D. Manuel II; Túnel de Ceuta; Rua de Elísio de Melo; Avenida dos Aliados; Praça da Liberdade; Rua de Sá da Bandeira; Rua Dr. Magalhães Lemos; Avenida dos Aliados/lado ascendente; Rua Dr. António Luís Gomes; Rua da Trindade; Rua Alferes Malheiro; Rua dos Heróis e Mártires d’Angola; Rua do Clube dos Fenianos; Avenida dos Aliados/lado descendente e… huufff a CHEGADA.
Depois de terminar a prova desfrutei do momento. Senti-me satisfeito sobretudo por ter conseguido terminar a prova num tempo normal para a minha idade e para o meu tempo de treino. Em 2011 tinha terminado a prova no tempo de 52:05 e em 2013 no tempo líquido de 57:53!!! A idade não perdoa   

Enquanto aguardava (mesmo em frente ao Café Guarani) pela chegada da minha filha que também participou na prova, fui apreciando a festa e tirando algumas fotografias para a posteridade.

Agora é tempo de recuperação e de preparação para as provas que se seguem
nomeadamente a Corrida do Pai, dia 15 de Março de 2015.  

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Natal de 2014

O tempo continua (contra ventos e marés) inabalavelmente o seu curso.

Chegado aqui a esta época natalícia fico sempre algo confuso e com sentimentos ambíguos. De alegria pelos filhos que tenho, de tristeza pelos familiares e amigos que já partiram, de recordações menos boas de natais difíceis e... daquela saudade nostálgica dos tempos em que ainda acreditava no Pai Natal  

Aproveito esta oportunidade para manifestar a todos os amigos e leitores que passarem por aqui o meu agradecimento por aparecerem e desejar-lhes um Feliz Natal e um Ano Novo com muita saúde, paz, amor e felicidade.



sábado, 20 de dezembro de 2014

Fado do Coimbra

Uma pequena homenagem a um grande personagem da vida académica de Coimbra. 
Fernando Machado Soares despediu-se recentemente de nós e eu despeço-me dele deixando aqui a sua Balada da Despedida.


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Vila Flor, que saudades...

Saudade, saudade da minha infância e da minha adolescência. Do professor Carvalho, meu professor da 3ª e 4ª classe da escola primária; do Colégio de Santa Luzia e de alguns dos meus professores desse tempo. Do Dr. Artur Vaz, do Dr. Silva e do Padre Cassiano Dimas Fais; dos meus companheiros, amigos, vivos (Amândio Tabuada Trigo, Celso Bernardino Queijo Póvoa, Francisco Gustavo, Tino Navarro, João Félix, Artur "Alfaiate", José António Palmeirão) e ausentes (Carlos Ramos, Abel Salgueiro, Manuel "Coelho", Quim Félix) e... e... e.... de TODOS com quem compartilhei os momentos mais significativos da minha vida nesse maravilhoso tempo! E dessa Capital do Mundo que é Vila Flor!  Vila Flor com a orgulhosa Igreja Matriz! Com o Museu Berta Cabral, com a Praça, o Rossio, a Fonte Romana, o Arco D. Dinis, a Avenida, as Capelinhas, a Barragem do peneireiro… Vila Flor que amo, mas onde me custa ir!
Sim. As relações entre as pessoas mudaram. Conheço as casas, as ruas, os recantos, mas... já não conheço as pessoas! Não encontro os velhos amigos…
Lembro-me de todos estes espaços, claro. Lembro-me de todos esses amigos, certamente. Mas hoje em dia não consigo aí conviver como antigamente. Hoje tem-se medo da via pública. E as pessoas refugiam-se. Para outros espaços, para outras regiões e para outros países. E por várias razões, das quais as económicas pesam muito. As pessoas estão a acantonar-se. E a tentar sobreviver. 
E por falar em saudades. As saudades que eu tenho dos cheiros característicos de Vila Flor, que já só guardo na memória. Das flores, das frutas, dos aromas do entardecer de cada uma das estações, dos cheiros intensos da existência do dia-a-dia.
Evoluímos, e muito, sob o ponto de vista tecnológico, mas perdemos muito a nível do saudável humanismo desse tempo... tenho pena!
 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Cogitando...

Na Sexta-feira da semana passada vinha da Caetano Drive, que fica ali na Rua das 12 casas, no Porto, onde fui fazer um Check-up ao carro oferecido pela Volkswagen. Ao contornar a Praça do Marquês tive que parar nos semáforos e, enquanto aguardava pelo sinal verde, dei comigo a apreciar as pessoas que entretanto atravessavam a passadeira dos peões. 
Sim, de vez em quando dá-me para a cogitação. Cogito no meu passado, cogito nos factos do presente e só não cogito no meu futuro porque... não sou bruxo.
Desta vez, tudo começou quando reparei num jovem adolescente que, de espelho na mão, ia espremendo uma borbulha enorme e ensanguentada que irrompia mesmo no centro da sua alvíssima face. E foi nesse preciso instante que começou a a cogitação. O assunto era interessantíssimo e remeteu-me para a minha juventude. 
Sim, porque no meu tempo de adolescência e de jovem espigadote o acne era uma maçada, mas um gajo escarafunchava as borbulhas, ou então escanhoava-se deixando a cara num Cristo. Mas, pronto, resolvíamos o assunto sem grandes traumas até porque as raparigas da nossa idade também tinham os seus próprios problemas e ficavam assim no mesmo barco. Elas normalmente preocupavam-se mais com as assimetrias e com as partes do corpo que lhes pareciam fora de um padrão tido socialmente como ideal. 
Mas, nesse tempo, existia a palavra, a palavra que circulava, a palavra que esclarecia e sossegava. Sim, porque raparigas com uma mama maior que outra, sempre houve. Rapazes com um testículo maior que o outro, sempre houve. 
Mas o facto é que todas essas diferenças nunca impediram ninguém de ser quem é, de se realizar como pessoa e ser humano, de ter uma vida amorosa de se formar academicamente ou profissionalmente, de trabalhar, de formar um núcleo familiar, de dar e receber amor, de considerar e ser considerado, de existir socialmente e desempenhar o seu papel.
Actualmente, as coisas parece que não são bem assim. Qualquer um dos exemplos citados, nos dias de hoje, torna-se num flagelo para os próprios adolescentes e para os seus pais. O culto da imagem supera todos os outros princípios e valores. Ora, isto só é bom para os profissionais de saúde que olham para isso como uma oportunidade de negócio e, por "dá cá aquela palha", vêem logo numa mama mais rechonchuda, a necessidade de um acto de cirurgia estética com o fim de rectificar um descuido da natureza. Aqueles mais ligados à psicologia, evocam logo os distúrbios de personalidade, os problemas de relacionamento e de auto-estima e mais uma catrefada de outras cenas que não sei a partir de quando começaram a pesar na balança da perfeição. 

As hormonas lixavam e lixam todos sem excepção, em qualquer época e em qualquer lugar. A diferença é que, no tempo da minha juventude, existia algo que se extinguiu e que ajudava a resolver as questões; existiam os tios, os amigos dos pais, os pais dos amigos e mais uma catrefada de gente que já tinha passado pelos mesmos imbróglios e que, com uma palavra, sossegava todos os nossos receios, dúvidas e temores. Hoje ninguém tem tempo para nada, muito menos para conversar. Hoje é cada um para si dentro do seu mundo...

Continuei a viagem e ao atravessar a Ponte da Arrábida ainda eu cogitava em como somos seres imperfeitos e incompletos a diferentes níveis, mas o conjunto dessas imperfeições torna-nos afinal mais completos e normais dentro de um contexto existencialista. Procuramos sempre mais e melhor, procuramos. Mas... na realidade, não sabemos concretamente se procuramos algo que não tenhamos já.

E pronto! Cheguei ao Edifício Vyla Penedo. A casa... ao meu abrigo e ao sítio onde tenho muito daquilo que preciso...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O advogado e o alentejano ...


Hoje deixo aqui uma anedota. 
Já tem uns anos mas continua a ter piada. 
Pelo menos para mim  

Um advogado todo da linha de Cascais, vai caçar patos para o Alentejo.
Dá um tiro, acerta num pato, mas o bicho cai dentro da propriedade de um lavrador.
Enquanto o advogado saltava a vedação, o lavrador chega no tractor e pergunta-lhe o que estava ele a fazer.
O advogado respondeu:
- Acabei de matar um pato, mas ele caiu na sua terra, e agora vou buscá-lo.
O velhote responde:
- Esta propriedade é privada, por isso não pode entrar.
O advogado, indignado:
- Eu sou um dos melhores advogados de Portugal! Se não me deixa ir buscar o pato eu processo-o e fico-lhe com tudo o que tem!
O lavrador sorriu e disse:
- O senhor não sabe como é que funcionam as coisas no Alentejo! Nós aqui temos o Código Napoleónico! Nós resolvemos estas pequenas zangas com a Regra Alentejana dos Três Pontapés.
Primeiro eu dou-lhe três pontapés; depois você dá-me três pontapés; e assim consecutivamente até um de nós desistir!
O advogado já se estava a sentir violento há um bocado, olhou para o velho e pensou que era fácil dar-lhe uma carga de porrada.
Por isso, aceitou resolver as coisas segundo o costume local.
O velho, muito lentamente, saiu do tractor e caminhou até perto do advogado.
O primeiro pontapé, dado com uma galocha bem pesada, acertou directamente nas bolas do advogado, que caiu de joelhos e vomitou.
O segundo pontapé quase arrancou o nariz do advogado.
Quando o advogado caiu de cara, com as dores, o lavrador apontou o terceiro pontapé aos rins, o que fez com que o outro quase desistisse.
Contudo, o coração negro e vingativo do advogado falou mais forte. Ele não desistiu, levantou-se, todo ensanguentado, e disse:
- Bora, velhote! Agora é a minha vez!
O lavrador sorriu e disse:
- Nah! Eu desisto! Leve lá o pato!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Um encontro connosco próprios...

Existem vários caminhos que permitem encontrarmo-nos a nós próprios nos momentos mais difíceis, sobretudo naqueles em que não sabemos muito bem onde estamos, o que andamos a fazer e para onde vamos.
Por exemplo. Subirmos ao ponto mais alto da Serra da Estrela (ou do Gerês) e, daí, mesmo a tremer de frio, avistarmos o mundo que nos rodeia, inspirarmos profundamente o ar que nos envolve e, finalmente, percebermos que cada um de nós é capaz de se transcender a si próprio, em cada momento.
Ou então, simplesmente, deixarmos que a nossa consciência seja "conduzida" por uma melodia como esta, e que voe para além das fronteiras daquilo que é capaz de sentir.


Este é o tipo de música que nos pode conduzir por vastíssimos caminhos, físicos, espirituais e até metafísicos...

sábado, 6 de dezembro de 2014

Antonio Zambujo - "Barata Tonta"

António Zambujo é realmente um caso invulgar na música portuguesa contemporânea. 
Em primeiro lugar isso deve-se à sua capacidade de interpretação, em segundo lugar fica o seu cuidado na escolha das canções que grava e dos autores que selecciona. 
Zambujo canta de forma incomum, tem voz vadia e ao ouvi-lo sentimo-nos parte da história que ele está a cantar. Confesso que de todas as canções - e não lhes chamo fados de propósito - a que mais gosto é aquela que aqui deixo hoje: a “Barata Tonta”.
Foi escrita por Maria do Rosário Pedreira, que se vai tornando obrigatória nos seus discos, e foi o próprio António Zambujo que compôs a música. Basta isto para perceber porquê: “Ai, por um sonho dos seus/Em que fosse eu quem a beija/ Dava toda a minha vida”. 

sábado, 29 de novembro de 2014

Paco de Lucía Concierto Aranjuez - Adagio

Começo por deixar aqui esta quadra de António Aleixo que, de certeza, todos conhecem. Reparem bem se não tem muito daquilo que é a actualidade deste país à beira mar plantado.
                              Diz assim: 
Quem nada tem, nada come;
e ao pé de quem tem comer,
se disser que tem fome,
comete um crime, sem querer.

Depois deixo (é inevitável) este pequeno desabafo.
Tenho para mim que a corrupção em Portugal não acontece apenas porque há alguns vigaristas que corrompem. Ela apareceu, permaneceu e prosperou porque houve e continua a haver aqueles que se "deixam" corromper. Estes, são indivíduos (profissionais da política normalmente vindo das “jotas” dos respectivos partidos) que se apropriam indevidamente da democracia e da ingenuidade de quem sistematicamente continua a votar neles.
Pela minha parte, acho que - neste país cada vez mais injusto do ponto de vista económico, político e social – chegou a altura de dizer basta e de sermos capazes enquanto povo de mostrar que não queremos mais esta situação. Aquilo que sustenta os corruptos é o nosso silêncio e a nossa incapacidade de imaginar uma solução radicalmente diferente da rotatividade “contentinha” que temos vivido nos últimos 40 anos entre os mesmos grupos de interesses.

Por último, e para adocicar tudo isto, convido-vos a ouvir aquele que é um dos clássicos mais tocados de sempre: O Adágio de Aranjuez, de Paco de Lucía.
Não sei nada de música! Só sei que esta me acalma, me acolhe a alma e me ajuda a viver, como diria Marisa Monte, em Amor I Love You. Talvez porque cada nota é dedilhada com tal rapidez e de forma tão límpida que tenho de me concentrar totalmente, esquecendo tudo o resto... É lindo!



quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...


Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
                                             Luís de Camões

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Para relaxar...

É mesmo isso! 
E logo agora que tinha um post já preparado (mais um) sobre o que penso desta "figura" da política portuguesa resolvi não o publicar.
A razão é simples: preciso de relaxar desta overdose de informação à volta Sócrates. 
Está tudo dito e redito. 

Esqueçam as notícias tristes do fim de semana e concentem-se nesta música. Ela é terapêutica...


sábado, 22 de novembro de 2014

A confissão na Igreja Católica…

Nota prévia:
Já tive a oportunidade de aqui tecer algumas considerações sobre a confissão e de explicar em pormenor as razões que me levaram, desde tenra idade, a recusar-me a "alinhar" neste ritual...
Como sabem, na confissão, o crente expõe ao padre o que fez de “mal” e que (perante a igreja católica) é considerado como pecado. Normalmente o padre ouve com atenção e no final aplica a “pena” de absolvição dos pecados e que passa por uma penitência de reparo dos danos causados. Alguns padres, sobretudo nos pequenos meios do interior do País, usaram desde sempre este “culto” para obterem informações privadas e íntimas que posteriormente aproveitavam da forma mais conveniente para si próprios…

A anedota que se segue (com alguns cortes convenientes, pois não posso colocar a bolinha vermelha no canto superior direito) não é da minha autoria mas satiriza de forma eficaz e oportuna esta cerimónia religiosa.

"– Perdoe-me, padre, porque pequei.
– Confessa tudo, minha filha...
- O João é um filho da p***!
- Não digas isso, minha filha, todos nós somos irmãos...
- Mas padre, o João tirou-me a blusa!
- Repara: eu também ta vou tirar. Achas que eu sou um filho da p***?
- Claro que não, mas ele também me tirou o soutien...
- Olha: também to vou tirar e não sou um filho da p***, pois não?
- Não. Mas ele depois tirou-me a saia...
- Eu também, mas não sou um filho da p***...
- ... e a roupa interior...
- Também eu e não sou nenhum filho da p***!
- Padre: ele abusou de mim...
- E eu vou fazer o mesmo!
(...)
- Ufa... Então? Achas que isto faz de alguém um filho da p***?
- Mas padre, ele depois disse-me que tem Sida...
- GRANDE FILHO DA P***!"