Quando fui estudar para Coimbra, na primeira metade da década
de 70, fiquei instalado primeiro nas águas furtadas desta casa da Rua da Sota, nas
traseiras do Hotel Astória.Depois mudei-me, como também já aqui referi em posts anteriores, para o nº 9 da Rua Ferreira Borges.
Quer a Rua da Sota, quer a Rua Ferreira Borges, vão desembocar
no Largo da Portagem. Este local foi, em consequência e nessa época, um dos meus
pontos de referência da cidade.
Certo dia, enquanto tomava café e lia o Jornal "A Bola", na esplanada da Tabacaria da Portagem, um senhor já de muita idade e com "ar" de intelectual sentado
na mesa mesmo ao lado da minha meteu conversa comigo.
A páginas tantas perguntou-me se eu sabia de quem era a estátua que se encontrava mesmo à nossa frente e bem no centro da Praça da Portagem.
Certo dia, enquanto tomava café e lia o Jornal "A Bola", na esplanada da Tabacaria da Portagem, um senhor já de muita idade e com "ar" de intelectual sentado
na mesa mesmo ao lado da minha meteu conversa comigo. A páginas tantas perguntou-me se eu sabia de quem era a estátua que se encontrava mesmo à nossa frente e bem no centro da Praça da Portagem.
Eu lá lhe respondi (por ter lido na placa respectiva) que
era um monumento dedicado a Joaquim António de Aguiar.
- Pois! Mas quem foi Joaquim António de Aguiar? E sabes qual
a razão por que lhe chamavam o Mata-Frades?
- Não, confesso que não sei. – lá lhe respondi já um pouco incomodado
pelo interrogatório e, sobretudo, por ter de lhe expor a minha ignorância.
- Então eu vou dizer-te – respondeu ele com toda a convicção. E, durante a hora seguinte, lá discorreu sobre o célebre Mata-Frades e a sua importância para a história de Portugal ainda durante o tempo da Monarquia. Finalizou o seu discurso, que mais me pareceu uma aula de história, dizendo-me: - Repara bem na estátua... vê que ele tem na sua mão esquerda uma folha de papel e na sua mão direita uma pena. Não sabes para quê, pois não? Então eu digo-te: - Dizem que é para anotar os nomes das jovens estudantes que chegam a Coimbra virgens e saem de cá ainda virgens... e juro-te que ainda ninguém o viu mexer a sua mão direita! Eh, eh, eh.
- Então eu vou dizer-te – respondeu ele com toda a convicção. E, durante a hora seguinte, lá discorreu sobre o célebre Mata-Frades e a sua importância para a história de Portugal ainda durante o tempo da Monarquia. Finalizou o seu discurso, que mais me pareceu uma aula de história, dizendo-me: - Repara bem na estátua... vê que ele tem na sua mão esquerda uma folha de papel e na sua mão direita uma pena. Não sabes para quê, pois não? Então eu digo-te: - Dizem que é para anotar os nomes das jovens estudantes que chegam a Coimbra virgens e saem de cá ainda virgens... e juro-te que ainda ninguém o viu mexer a sua mão direita! Eh, eh, eh.
Parece-me que ainda estou a ouvir a sua sonora gargalhada quando acabou de contar esta história. E sorrio...
Nota 1: se derem um "clique" em cima de cada fotografia poderão ver melhor os seus pormenores.
Nota 2: Apesar de hoje ser o dia das mentiras (1 de Abril) a história é verdadeira :-)
:D
ResponderEliminarVerdade... uma história que une gerações...obrigada pela partilha!
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