Pretendo, despretensiosamente, divulgar aqui ideias, pensamentos, acontecimentos, imagens, músicas, vídeos e tudo aquilo que considere interessante, sem ferir susceptibilidades.

Falando de tudo e de nada... correndo o risco de falar demais para nada!


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

"Turistando"... (III)

Viajar é um dos maiores prazeres do mundo 
e há viagens que nunca se esquecem…

“Hoje em dia, todos os velhos são gaiteiros!” Já ouvi esta expressão vezes sem conta e só agora me dou conta da sua pertinência. É verdade que quando a ouvia, sem lhe dar a devida importância, teria menos 10, 15 ou 20 anos. Mas, agora que já passei dos 60, acho que vingou também em mim o culto pela juventude.
Ainda por cima, no hall do Hotel onde ficámos instalados em Algeciras estava afixado, num local bem visível, um cartaz que dizia mais ou menos o seguinte:  “Tem 60, 65 ou 70 anos, que importa? Se está saudável, se tem energia, se tem competências e tem uma perspectiva de vida de vinte anos, o que fazer com tudo isso? DIVIRTA-SE! Goze a vida!”. E eu, de mim para mim, pensei: Ora, cá está! Isto vem mesmo a calhar! Sinto-me bem nesta idade, estou grisalho mas ainda bem “enxutinho”, portanto há que desfrutar... antes que o Portas e o Coelho me “tratem” da saúde financeira!
Neste contexto, e já no dia seguinte, depois de sair devagarinho do torpor do sono e de um banho refrescante, combinei em conversa amena com a minha companheira de sempre uma escapadela até Marbella.
Nesta encantadora cidade pude comprovar de que estava certo no raciocínio expresso nos primeiros dois parágrafos. De facto os idosos estão aí para as curvas! A maioria dos turistas com que nos cruzámos eram grisalhos como nós, mas… apresentavam um ar saudável e feliz!
Marbella ajuda a esse estado de espírito feliz e descontraído. É, de facto, uma cidade lindíssima! Tem praças revestidas com azulejos coloridos, fontes luminosas e espaços verdes com abundância. As ruas estreitas e muito limpas do seu centro histórico estão inundadas de plantas e flores que embelezam cada casa, cada porta e cada janela dando um aspecto harmonioso a esta deslumbrante localidade da costa mediterrânica espanhola.
Depois de fazermos um reconhecimento global da cidade, através de um passeio pedestre, dirigimo-nos para uma das suas excelentes praias seguindo por uma avenida em direcção ao mar por entre plantas, flores, azulejos coloridos e... esculturas da autoria de Salvador Dali! Uma verdadeira exposição de arte e beleza ao ar livre!
Agora já entendo a razão pela qual esta cidade sempre atraiu especialmente os artistas e actores famosos, bem como os reis e príncipes de todo o mundo…

Cada instante, cada segundo em Marbella pareceu-me uma viagem ao paraíso!
       

terça-feira, 12 de agosto de 2014

"Turistando"... (II)

“Somos o resultado dos livros que lemos, das viagens que fazemos
e das pessoas que amamos.” (Airton Ortiz) 

Na manhã seguinte, depois de tomarmos um bom pequeno-almoço no Hotel, fizemos as malas e partimos rumo a Algeciras. Em Badajoz apanhámos a Auto via (A-5) até Mérida. Aqui chegados tomámos a A-66 em direcção a Sevilha. Toda esta viagem foi feita sem qualquer pagamento o que comparando com o que acontece em Portugal foi por nós considerado um privilégio.
Sevilha é a capital da região de Andaluzia, quarta maior cidade da Espanha e o berço do flamenco. Com tudo isso em mente tínhamos que revisitar esta cidade sobretudo pela beleza das ruas estreitas e limpinhas do seu centro histórico.
Da última vez que aqui tínhamos estado, em 1998, a temperatura - à hora da chegada (18 h) - estava a 46º centígrados e mal entrámos no Hotel só de lá saímos à noite já com temperaturas mais aceitáveis, mas ainda assim com muito calor. 
Desta vez, nesta nossa rápida passagem, encontrámos temperaturas mais amenas e o tempo muito nublado. Fizemos uma pequena incursão pelo centro histórico, passámos em frente à Catedral que é uma das maiores do mundo dentro do estilo gótico e admirámos a sua Torre Giralda. Revisitámos ainda a Praça de Espanha e depois de um almoço frugal seguimos viagem tomando a Autovia (E-5) até Jerez de la Frontera. Este percurso já foi pago com cartão multibanco. Finalmente fizemos, pela A-381, o resto do percurso até Algeciras. Aqui chegados, ainda tivemos de tomar a A-7(Autovia del Mediterráneo) até à saída 113B, em direcção ao Hotel Holiday In Express, que fica no Campo de Gibraltar.
Depois de fazermos o check in, e de um refrescante banho, fizemos uma visita a Algeciras que foi, sem dúvida, uma agradável surpresa como se pode verificar pelas fotos seguintes.

 (Continua...)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

"Turistando"... (I)

Nota Prévia
Cá em casa gostamos muito de viajar, de passear ou, dizendo de uma forma mais brejeira, de laurear a “pevide”. Agora aposentados (mas não reformados dos prazeres da vida) estamos sempre prontos a partir, sobretudo para lugares que nunca tivemos a oportunidade de visitar. O problema é que o graveto nem sempre nos deixa ir para onde gostaríamos :-(.
Desta vez, o dito permitiu-nos visitar terras e localidades do Alentejo, do Sul de Espanha e do Norte de África.
Foi uma escapadela de 1916 Km de automóvel, uma viagem de barco durante 45 minutos entre Algeciras e Ceuta e um dia inteiro de autocarro pelo Norte de Marrocos.

1º dia - Elvas
Ficámos instalados no hotel D. Luís, em Elvas, localizado nas proximidades da zona central e mesmo em frente ao Aqueduto da Amoreira. 

Como sabem, Elvas é uma cidade que fica muito próximo da fronteira de Espanha e a cerca de catorze quilómetros da cidade de Badajoz. É uma das cidades mais fortificadas da Europa e a mais importante praça-forte da fronteira portuguesa.
Como conhecíamos mal a cidade aproveitámos o dia para percorrer as suas ruas que são limpas e arrumadas, como podem ver nas fotos seguintes. 
 
 

Achámos muito interessante (e funcional) a utilização desta névoa de água refrescante sobre a rua mais comercial de Elvas... 

Constatámos que, de facto, Elvas está cheia de pontos turísticos de interesse. Imponentes edifícios que constituem autênticos monumentos e que albergam museus, igrejas, casas brasonadas, o castelo, a praça e sobretudo as 5 muralhas que, em conjunto com o centro histórico da cidade, são Património Mundial da Humanidade.
Ora vejam!

Uma das muralhas que pudemos, desde logo, apreciar do quarto do hotel é o lindíssimo Aqueduto da Amoreira, que liga o local da Amoreira à cidade de Elvas. Com 8,5 quilómetros de extensão, 843 arcos com mais de cinco arcadas e torres que se elevam a 31 metros de altura, é considerado o maior aqueduto da península Ibérica.

Outro monumento que valeu a pena visitar: a imponente Sé de Elvas!

Para terminar a visita a esta belíssima cidade raiana não podia deixar de falar da sua gastronomia. Fomos jantar ao Restaurante "A Coluna" por indicação da simpática recepcionista do Hotel. Fica situado numa das ruas centrais da cidade e apresenta-se com uma decoração rústica e um ambiente informal. A comida é óptima dentro da tradicional portuguesa e com um preço comedido.
Degustámos gaspacho e bacalhau com espinafres, acompanhados com vinho maduro tinto da casa. Muito bom! Mesmo!!!

(Continua...)



sábado, 26 de julho de 2014

Resquícios de uma noite mal dormida...

Era para não postar mais nada antes de ir para férias mas... não posso... não consigo deixar de o fazer. E apetecia-me fazê-lo escrevendo todo o texto a negrito e com maiúsculas como que a gritar muito alto.
Tudo começou ontem quando, antes de me ir deitar, tive a triste ideia de ouvir e ver as notícias num canal de televisão. E o que vi e ouvi logo a abrir?
Mais ou menos isto:
“Temos de os matar – não só os militantes do Hamas, mas toda a população de Gaza!" Diz um soldado israelita de 22 anos, no funeral de um camarada seu, um dos 18 soldados israelitas mortos na enésima invasão de Gaza, a um correspondente do Guardian;
"Não temos escolha: se não lutarmos até ao fim, eles matam-nos";
“Muita gente foi morta porque o Hamas usa escudos humanos. Os palestinianos não têm respeito pela vida, nós é que temos”. 
Enquanto ouvia estes relatos (ao som dos mísseis) via, em simultâneo, imagens inimagináveis.
Fiz zapping, parei num outro canal e o que ouvi?
“Não há sobreviventes do voo AH 5017", diz o Presidente francês, François Hollande, que descarta também um eventual ataque.
De seguida, ouço a história de uma detenção no âmbito de um caso com mais de dois anos, e que veio ontem amplamente relatada na imprensa escrita, o Monte Branco, que ficou à espera quer da falência de mais um banco que todos vamos pagar, quer da perda de poder do detido.
E penso: a nossa Justiça está a ficar "corajosa" tendo em conta  que o poder legislativo sempre esteve em mãos amigas de delinquências várias, entre elas a fiscal e a banqueira. Querem exemplos? Deixo apenas dois, para não alongar demasiado o texto: Armando Vara e Dias Loureiro.
Mais para o final, e já num tom mais divertido, ouço: “Espírito Santo detido no aniversário de Jesus”, o que me levou a pensar naquela frase que anda por aí no facebook: “na catequese falaram-me do Espírito Santo. Só não me ensinaram… os negócios!"
Ainda na parte do futebol ouço, mais ou menos :-), isto a propósito da 12ª aquisição do Benfica nesta pré-época, o jogador Bebé, que vem do Manchester City, para satisfação do seu treinador Jorge Jesus: “Jesus vai dar à Luz um Bebé”. Está lindo está!!!
 Voltei ao canal inicial e... continuam as desgraças.  
“Já está! A Guiné Equatorial, uma das ditaduras mais ferozes e um dos estados mais corruptos de todo o mundo, foi aceite pelo consenso dos seus pares na CPLP. A Comunidade de Países de Ladrões dos seus Povos substitui definitivamente a Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Pedro Passos Coelho, que juntou o seu aplauso à aclamação do ditador Teodoro Obiang, justificou-se dizendo que Portugal ficaria isolado caso se opusesse à inclusão na CPLP de um país que nem sequer fala português e onde os direitos humanos são violados todos os dias, por mais que Cavaco Silva divague em sentido contrário”.
E ainda, para terminar em beleza: “A Assembleia da República irá aprovar sexta-feira, apenas com os votos dos partidos que sustentam o Governo, PSD e CDS-PP, a reintrodução dos cortes entre 3,5% e 10% nos salários do sector público acima dos 1.500 euros”.

É claro que tudo isto tira o sono a qualquer mortal. E como nunca mais dormia deu-me para rever mentalmente um pouco da nossa história. E pensei: Caramba! Nós somos o povo da Europa que tem os genes mais antigos, talvez porque todos se abrigaram aqui à beira mar, neste cantinho protegido, sei lá. Afinal fomos nós que demos mundos ao mundo! Mas, e há sempre um mas, nós – portugueses - toda a vida soubemos(?) roubar e traficar, por isso é que agora estamos na miséria, porque os outros tornaram-se mais espertos do que nós e agora já há pouco para roubar. O dinheiro em circulação já não tem reservas que lhe dêem valor. E até se compram títulos na bolsa, sem dinheiro, só para fazer baixar as cotações, e depois sobem por um bocadinho, torna-se a vender e faz-se uma fortuna, sem haver um tostão no meio. E o ciclo continua...

Nota final: 
Como podem comprovar estou mesmo a precisar de férias . 
Por isso não se admirem que o blogue fique sem qualquer actividade durante uns dias. Não sentirão a minha falta. Fiquem bem, pensem em pôr os pés nos pedais ou no passadiço, deixem os cabelos (quem os tiver) na brisa a esvoaçar e façam uns bons mergulhos na água fresca do mar.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O poder das palavras...

Hoje deixo aqui uma pequena história que li algures e 
me impressionou verdadeiramente.
Vão ver porquê.

“Um mendigo sentava-se na calçada sempre num lugar onde passavam muitas pessoas. Ao lado colocava uma placa com os dizeres:
- Vejam como sou feliz!
- Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem-humorado.
Alguns transeuntes olhavam-no intrigados, outros achavam-no doido e outros até davam-lhe dinheiro.
Todos os dias, antes de dormir, ele contava o dinheiro e notava que a cada dia a quantia era maior.
Numa bela manhã, um importante e arrojado executivo, que já o observava há algum tempo, aproximou-se e disse- lhe:
- Você é muito criativo! Será que gostaria de colaborar numa campanha da empresa?
- Vamos lá. Só tenho a ganhar, respondeu o mendigo.
Após um aprimorado banho e com roupas novas, lá foi levado para a empresa.
Daí pra frente sua vida foi uma sequência de sucessos e a certo tempo ele tornou-se um dos sócios maioritários.
Numa entrevista colectiva à imprensa, ele esclareceu de como conseguira sair da sua situação de mendigo para tão alta posição.
Contou ele:
-Bem, houve uma época em que eu costumava sentar-me nas calçadas com uma placa ao lado, que dizia:
- Sou zero à esquerda neste mundo! Ninguém me ajuda! Não tenho onde morar! Sou um homem fracassado e maltratado pela vida! Não consigo um mísero emprego que me renda alguns trocados! Mal consigo sobreviver!
As coisas iam de mal a pior quando, certa noite, achei um livro e nele li um trecho que dizia:
- Tudo que você fala e acha a seu respeito vai-se reforçando. Por pior que esteja a sua vida, diga que tudo vai bem. Por mais que você não goste de sua aparência, afirme-se bonito. Por mais pobre que seja você, diga a si mesmo e aos outros que você é próspero.
Aquilo me tocou profundamente e, como nada tinha a perder, decidi trocar os dizeres da placa para:
- Vejam como sou feliz! Sou um homem próspero, sei que sou bonito, sou muito importante, tenho uma bela residência, vivo confortavelmente, sou um sucesso, sou saudável e bem-humorado.
E a partir desse dia tudo começou a mudar, a vida me trouxe a pessoa certa para tudo que eu precisava, até que cheguei onde estou hoje. Tive apenas que entender o Poder das Palavras. O universo sempre apoiará tudo o que dissermos, escrevermos ou pensarmos a nosso respeito e isso acabará se manifestando em nossa vida como realidade. Enquanto afirmarmos que tudo vai mal, que nossa aparência é horrível, que nossos bens materiais são ínfimos, a tendência é que as coisas fiquem piores ainda, pois o Universo as reforçará. Ele materializa em nossa vida todas as nossas crenças.
Uma repórter ironicamente questionou:
- O senhor está querendo dizer que algumas palavras escritas numa simples placa modificaram a sua vida?
Respondeu o homem, cheio de bom humor:
- Claro que não, minha ingénua amiga! Primeiro eu tive que acreditar nelas! "

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Deixem-me voltar para a... ilha!

Depois de andar um pouco entretido com as minhas conversas com a noite e com o assumir, de forma consciente, os disparates e as asneiras que vou fazendo (e dos quais me vou rindo também) resolvi cair na realidade. Desci à Terra. E com que me deparo? Com os problemas familiares e administrativos do Banco Espírito Santo (BES); com notícias sobre dois doentes que morreram enquanto esperavam por uma intervenção no Hospital Santa Cruz, alegadamente por falta de dispositivos médicos devida a "limitações administrativas", segundo denuncia a Ordem dos Médicos e... desgraças, mais desgraças destas e de outros géneros, nomeadamente as relacionadas com o futebol.
Mas... se me viro para a política ainda é pior! Constato que continuamos a ter um grande entertainer como primeiro-ministro e que, por sua vez, o povo continua a adorar palhaços e acrobatas e a viver hipnotizado pela vaidade difundida pela (e na) televisão que é o palco privilegiado desta geração de políticos neo-liberais, praticamente incultos e destituídos de memória mas bem embrulhados e com gravatas a condizer... o resto, é circo!
Se repararmos bem, desde que se deu a Revolução de Abril, em 1974, que assistimos a esta alternância no poder entre socialistas e sociais-democratas de pacotilha. Mas ... eles, os políticos, para aquilo que realmente interessa ao povo e ao país são todos muito, mas muito fraquinhos. São fortes, isso sim (e de forma comum a todos eles) a nacionalizar os prejuízos, a privatizar tudo o que dá lucro, a favorecer os amigalhaços, a controlar a comunicação social, a subverter o poder judicial, a implementar o excesso de regulação para uns (os fracos e desprotegidos) e uma total impunidade para outros (os fortes e os políticos). Ou seja, são fortes com os fracos e fracos com os fortes. É só repararmos por anda (ou andará) o homem dos robalos (o desaparecido Armando Vara); ou nos administradores e políticos que vão saltitando de administração pública em administração pública depois de terem sido ministros ou secretários de estado; ou o antigo maioral do BPN que continua à solta e ainda um outro que se entretém a construir resorts em Cabo Verde (o também desaparecido Dias Loureiro)...
Mas, lá está, estão aí brevemente à porta novas eleições e o que podemos esperar? De certeza absoluta um "novo movimento" de desenvolvimento exactamente igual ao anterior, gasto, falido, penalizador para quem trabalha e onde se rouba descaradamente em nome de acordos e legislação.

Por tudo isto apetece-me voltar para as minha reflexões nocturnas e introspepções diurnas ou então dizer como dizia o outro que foi resgatado de uma ilha deserta: "deixem-me voltar para a ilha"!!!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Olhando para o lado positivo das coisas...

Quem me conhece sabe que sou muito desprendido e ando frequentemente de cabeça no ar. Sou por natureza um “despassarado” para não utilizar outro(s) adjectivo(s) mais sarcástico(s).
Então quando se trata de lidar com o automóvel é que perco mesmo as estribeiras por completo. Estou a lembrar-me, por exemplo, daquela vez que fomos às compras ao Continente aqui de Vila Nova de Gaia e deixámos o carro num local não muito usual. De regresso, e já com o carrinho cheio de compras, procurámos o Volkswagen no local onde habitualmente o deixávamos e… nada! Procurámos, procurámos numa e noutra fila e o carro... nem vê-lo! Ao fim de, mais ou menos, uma hora convencemo-nos mesmo que tinha sido roubado. Cheio desta convicção fui queixar-me aos seguranças do Continente. Estes, depois de pedirem a matrícula, marca, cor... enfim, todos os dados e características do “desaparecido” lá partiram à sua procura de pé e muito direitinhos naqueles veículos de duas rodas que agora usam para vigiarem o parque de estacionamento. Passado pouco tempo um deles veio ter comigo e perguntou-me se tinha a certeza que estacionara o carro no piso de cima do parque, ao que eu confirmei (e a Amélia também) que: “sim, deixámos o carro cá em cima”! Estava a acabar de dizer isso quando chega o outro segurança e diz: "o seu carro afinal está mais ou menos no local onde diz que o deixou mas... no piso inferior"! PIMMM!!!
Passados dois ou três meses, no mesmo local (parque de estacionamento do Continente) andei mais uma vez à procura do Volkswagen durante cerca de meia hora. Lembrei-me do episódio anterior e já não fui ter com os seguranças. Desta vez resolvi telefonar para a Amélia que de imediato me perguntou: "... e andas à procura do nosso carro? É que desta vez levaste o Opel Astra do Pedro"! E eu: “Estúpido! Como não me lembrei disso"?

Ontem mesmo. Saí do Pingo Doce, aqui de Valadares, com as compras em dois sacos cheios, um em cada mão, e os Jornais Correio da Manhã e a Bola debaixo de um braço. No meio de várias filas de carros lá estava o Volkswagen. Pouso os sacos no chão, junto à traseira do mesmo e, enquanto tento encontrar as chaves nos vários bolsos das calças, começo a reparar na enormidade de mossas e riscos que desconhecia no carro. Os olhos deslizam até ao pára-choques e... quem recebeu um verdadeiro choque fui eu!
- Porra, onde é que eu perdi parte do pára-choques?
Por outro lado, o carro parecia-me mais limpo do que o costume e pensei para comigo que devo ter dias em que sou mais exigente do que outros. Entretanto, ainda não tinha encontrado a chave do carro, quando uma senhora resolve estacionar um carrinho cheio de compras mesmo ao meu lado:
- Desculpe, o senhor precisa de alguma coisa?
- Não, não, obrigado. Estou só à procura da chave do carro...
- Ah... mas se quiser eu abro-o.
Arregalo-lhe os olhos enquanto ela, armada em “esperta”, saca de um comando e aponta-o para o carro. 
- Quer ver?
A mulher deve ser parva, pensei! Deve achar que... PLIM. E não é que o carro se abriu mesmo?
Não foi de imediato. Foram precisos mais 2 segundos para perceber que aquela mulher não tinha magia. Eu é que sou muito estúpido, distraído, “despassarado”… ou lá o que é!!

O lado positivo disto tudo é que não tenho aqueles riscos todos nem me falta nenhum bocado no pára-choques. Mas que está mesmo a precisar de levar um banho, lá isso está... 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Blowin in The Wind - Bob Dylan

Sempre gostei de Bob Dylan. Pela melodia e, sobretudo, pela letra das suas canções que, normalmente, eram “canções de protesto”. Era um pouco como eu (salvaguardando as devidas distâncias) sempre fui e ainda gosto de ser: Um "protestante" na verdadeira acepção da palavra. Não sou músico nem percebo nada de música e, embora não seja escritor, gosto de “rabiscar” umas coisitas. Quando sinto muito a necessidade de escrever é porque (das duas uma) ou estou muito zangado ou então estou demasiado feliz. Sou de extremos. Mas é neste extremismo que escrevo sobre zangas, sobre coisas boas da vida, sarcasmos, o amor, injustiças, a amizade e "ajustes de contas" com políticos malabaristas e/ou mafiosos. Normalmente escrevo para desabafar e protestar contra alguém ou contra algum facto ou acontecimento que me incomoda. É exactamente por isso que não publico, aqui no blogue nem em sítio nenhum, cerca de 80% daquilo que escrevo. 
Bob Dylan era assim nas suas canções. Era acutilante quando protestava contra o racismo, contra os infiéis, contra o consumismo, contra a finitude, contra os homicidas, contra as expectativas, contra o futuro radioso, e por aí adiante... 

Deixo hoje aqui este belo exemplo que é um dos meus temas preferidos.

sábado, 5 de julho de 2014

Quando a "missão" está (quase) finda...

Estou naquela idade em que já posso dizer tudo aquilo que me apetece.
Mas também sinto que devo dizê-lo com alguma urbanidade para não ferir susceptibilidades, sobretudo daqueles que me são mais próximos e que são realmente importantes para mim.
Por tudo isto vou dizer o que hoje me apetece dizer mas metendo alguma auto censura pelo meio:
 Quando os olhos se fatigam, 
as pernas (já cansadas) tremem, 
as peles se enrugam e crescem,
os cabelos embranquecem e caiem,
o valor do colesterol aumenta,
a próstata dilata, 
“eles” descem,
a urina… já pinga, 
e a "dita" minga, 
deixemo-nos de bazófias 
que a missão está finda… 

Ou... para lá caminha!!!    eh eh eh eh eh eh